quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Olha a cara de medo da criança!!!!

 

Até eu ficaria com medo desse Leonardo, essa criança deve ser traumatizada até hoje!!!!!!

domingo, 21 de fevereiro de 2010

I HAVE A DREAM

As vezes eu tenho vontade de chorar, as vezes eu tenho vontade de gritar, mais a melhor forma de expressar meus sentimentos será sempre através das minhas músicas, dos meus textos. Essas músicas e textos ficaram presos no meu coração por uns 3 anos (tempo que eu estou na faculdades) e por algum motivo que eu desconheço resolveram sair, é lógico que aos poucos, mais estão saindo.
Queria deixar aqui um sentimento de frustração que me acompanha a exatamente 3 anos.
Depois que comecei o curso de rádio e tv na Universidade São Judas conheci diversas pessoas, ricos, pobres, patricinhas, humildes, machões, gays, populares, nerds, negros, brancos e o principal, EU.
Conhecer tantas pessoas me ajudou a conhecer coisas sobre mim, que mudaram o modo como vejo as pessoas. Isso mudou minha vida e hoje consigo lidar com essas diferenças de boa.
Mas ainda tem uma coisa que eu não consigo lidar que é com a injustiça da vida...Eu não consigo entender porque existem pessoas que sofrem tanto por causa de dinheiro e outras com tanto que nem sabem o que fazer.
Eu sei que a maioria está correndo atrás do seu ganha pão, lutando por um vida melhor, com mais conforto, tentando comprar seu carro, sua casa, ajudando sua familia e etc. Mas e eu, como eu faço?

Uma vez uma pessoa disse pra mim que para o homem negro ser igual o branco e ter as mesmas oportunidades que o branco, ele teria que ser duas vezes melhor que o branco. Imagina, ser duas vezes melhor, pra poder ser igual. Na época eu achei uma besteira, mas hoje com 24 anos, faltando 1 ano pra me formar eu percebo que aquela pessoa tinha razão.

Quando as pessoas perceberem que tem um negro no meio deles, um negro que veio de baixo, comendo a comida deles, e ganhando o dinheiro deles, eles vão perceber que as coisas estão mudando, e vão continuar a mudar...Esse negro se forma esse ano e logo logo vai estar tirando o lugar de quem nem imagina, vai estar ocupando lugares antes nunca ocupados, vai estár ganhando prêmios, vai estar ajudando pessoas e vai...vai...vai!

Eu sei que esse negro vai chegar longe, eu sei que nunca mais ele vai precisar de ajuda na condução do mês, nunca mais vai ficar sem almoçar pra economizar no final do mês, nunca mais vai ficar sem grana no dia 20. Esse negro é forte e por mais que as coisas pareçam impossiveis de mudar, ele vai coseguir, ele vai conseguir ver a mãe dele parar de beber, vai conseguir ver a irmã dele se formando, vai conseguir comprar seu carro, vai conseguir ter uma casa e ter uma familia linda.

Esse negro que hoje tem 24 anos, vai voltar a cantar a sua música e voltar a ajudar vidas com seu sorrizo, com sua alegria, vai voltar a evangelizar, vai voltar a estudar a palavra de Deus e vai conseguir realizar o sonho dele de levantar o Lado C.

Ele vai conseguir ter um casamento maravilhoso, com uma festa linda, com todas as pessoas que ela ama presentes, e ele vai conseguir fazer a esposa dele uma mulher muito feliz também, e não vai deixar faltar nada pra ela e nem para os filhos dele.

Ele vai realizar todos os sonhos dele ahh vai...e ninguém vai poder impedir ele...Porque esse sonho não é só dele, esse sonho é de muito outros irmãos, pobres, negros, gays, deficiêntes e tantos outros descriminados que também precisam ser 2 vezes melhores do que são pra conseguir a mesma oporunidade que outras pessoas...

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Saudade do tempo perdido

Essa semana eu estava procurando uns livros na MTV pra apoiar um ventilador, quando por acaso caiu em minhas mãos um livro chamado "O GRITO DO HIP HOP". E é claro comecei a ler , e já estou nas últimas páginas.
O livro é uma ficção infanto juvenil que conta a história de alguns jovens do Capão Redondo, mas o que realmente me chamou a atenção nesse livro é o fato de os autores "Luiz Puntel e Fátima Chaguri" utilizaram o hip hop e jovens pra contar essa história.
Esse livro me fez lembrar das minhas origens, da minha infância na rua Dr, Alcides de Campos, 729. Dos meus amigos inseparáveis Leandro (meu chará) e o Robson que sempre colavam nos show de rap na Toko ali na Vila Matilde comigo (que tempo bom que não volta nunca mais).
Mais o que me motivou pra vim escrever esse post, é o porque eu estou aqui hoje, porque estou fazendo faculdade, e como usar isso tudo que estou aprendendo pra ajudar meus irmãos e irmãs da periferia que ainda estão lá, hoje com filhos, tendo que trabalhar em subempregos, e só olhando a vida passar.

Hoje eu entendo porque muitas pessoas que moram em favelas, ou comunidades, sonham em ter um bom emprego, em ter um conforto, mais poucas realmente têm vontade de sair de suas comunidades. Elas têm coisas lá que pessoas como eu não tem. Elas têm futebol na rua de domingo, elas têm carros com o som alto na rua, elas têm festas juninas, elas têm calor humano, coisa que eu aqui em um bairro "bom" como o jabaquara só tenho o metrô perto de mim.

Pode até ser que eu economizo alguns reais por não ter que pegar um ônibus até o metrô, mas eu sei que perco muito não morando com quem realmente eu gostaria "AS PESSOAS DA PERIFERIA"

É lá que eu realmente sou verdadeiro, é lá que eu realmente me sinto bem, e não tenho vergonha de ninguém, somos todos irmãos...é por isso que uns dos lemas da periferia é o erro gramatical "É NÓIS". Pode até ser um erro de português, mais simboliza muito bem o sentimento de quem tem que sempre se ajudar pra não passar apuros, ou dificuldades.

Pra quem ficou interessado no livro cliquei aqui e leia a resenha.