segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Que tal um exercício?
Quando estiver andando nas ruas de São Paulo, tente fazer um exercício. Abra os olhos (mas abra de verdade) e olhe para os moradores de rua, mendigos, e pedintes e conte quantos deles são negros, afrodescendentes, escurinhos, pretinhos, ou como desejar chamar.
Agora continuando o exercício, vá ao seu banco, e tente saber quem é o gerente da sua conta. Se você se lembra dele, da fisionomia dele você já deve ter lembrado que ele não é negro.
Você se lembra a última vez que foi ao médico? Se sim, te pergunto, era negro o médico que te atendeu?
Durante toda a sua vida, tente lembrar de quantos professores negros ou negras você teve.
Vou facilitar, feche os olhos e tente imaginar uma empregada doméstica. Qual a cor dela?
Agora tente se imaginar entrando em uma favela, cheia de crianças descalças brincando, eu te pergunto, como essas crianças são?
Pode ser que você realmente conheça um médico negro, ou tenha tido uma professora negra, pode ser que realmente o gerente da sua conta no banco seja negro. Mais infelizmente no Brasil essa realidade ainda está longe de ser verdade.
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