sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Clipe novo do Criolo - Freguês da Meia-Noite

Muito bom o clipe novo do Criolo, uma fotografia digna de VMB. Agora só resta saber em  que categoria essa música entra, se é em melhor clipe de MPB, ou melhor clipe de Rap (a música não tem nada a ver com rap). Mas os diretores estão de parabéns.



FICHA TÉCNICA:

DIREÇÃO e ROTEIRO - ARTHUR ROSA FRANÇA/SAMUEL MALBON
REALIZAÇÃO -- JOQUISTÃO/BOSSANOVA FILMS
Direção de Fotografia: José Roberto Eliezer, ABC

Direção de Arte - Caroline Schamall- Carrô
Produção - Caixa de Produção Filmes (Gui Passos e Rafa Azevedo)
Produção Executiva - Georgia Guerra-Peixe
Montagem - Kaluã Leite
Produção elenco --MARIA JULIA ANDRADE E LILI FIALHO

ELENCO
Criolo
Carlos Meceni
Carolina Manica
Oswaldo Macu
Josué Torres
William Amaral
Mola Gladiador
Kaneco
Phantom
Cassiano Sena "Dan Dan"

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Preconceito, discriminação, e falta de respeito. Não queremos ser brancos

Hoje acordei muito puto, liguei a tv, fiquei escutando as notícias enquanto me arrumava para trabalhar. Foi quando começou a passar uma matéria que fez com que eu ficasse realmente muito puto. A matéria era sobre uma estudante de pedagogia, Ester Elisa da Silva Cesario, de 19 anos que trabalha como estagiária no Colégio Internacional Anhembi-Morumbi. Ela afirma que foi discriminada no colégio por conta do seu cabelo crespo. Clique aqui pra ler a matéria toda.



O que mais me aborreceu com essa história toda, foi o fato de uma tal diretora burguesa, de um colégio de burgues, achar que a funcionária dela tinha que ficar mais parecida com uma branca. Nós negros já estamos cansados de "patrões" que as vezes pedem com JEITINHO pra não deixar o nosso cabelo DURO aparecer de mais. Porque eles não pedem assim: OI, SERÁ QUE TEM COMO VOCÊ SER MENOS NEGRO, POR FAVOR?
Infelizmente eles não podem dizer isso, porque ai todos saberiam que eles são RACISTAS E PRECONCEITUOSOS. É por isso que nosso país continua sendo um dos mais preconceituosos do mundo, mas o que todo negro está cansado de falar, gritar, protestar é que o proconceito no Brasil é VELADO, MASCARADO, CAMUFLADO.
Existe preconceito em todos os lugares. Com a gerente do banco que te olha torto, com o patrão que te acha meio DIFERENTE, com vigilante do banco na porta giratória, na entrevista de emprego, na fila do supermercado, na balada, na novela, no cinema, nos meios de comunicação e as vezes entre os próprios negros. Em todas as áreas existe preconceito, e infelizmente poucas pessoas percebem isso.


No site da Folha, o ator e músico Tony Tornado se diz enojado com a atitude da diretora, mas o Tony é um dos poucos artistas que falam sobre esse assunto da mídia. O Brasil é um dos maiores países negros do mundo, e os poucos negros que estão na televisão, se esquecem de falar, gritar, protestar contra esses absurdos.
Quem conhece a televisão como eu conheço, sabe que lá dentro eles não estão preocupados com isso, e infelizmente quem não tem dinheiro e é negro, sofre por ser pobre, e sofre por ser negro.
Não é de hoje eu eu falo que nós, negros brasileiros, temos que ser duas vezes melhores do que qualquer um, pra ter a mesma oportunidade que eles.
Eu não quero parecer um separatista, mas a real é que só vamos conseguir mudar essa realidade, quando um negro ajudar um outro negro. Ou seja, um negro dar emprego pra outro negro. Um negro, das oportunidade de estudo e cultura para outro negro, e assim por diante.
To cansado de ficar vivendo de esmola da elite branca. Eu trabalho no jornal Valor Econômico, o maior jornal de econômia do Brasil, faço videos e edito aqui. Sabe quantos negros eu já entrevistei? Nem um. Isso mesmo, em mais de 1 ano fazendo entrevistas com dezenas de empresários, indo em jantares, reuniões de CEO, entrevistando presidentes de empresas, eu nunca entrevistei um negro.
Até quando vamos continuar com os subempregos?? Até quando vamos viver em um país como esse?

Eu posso não conseguir mudar meu país, mas vou morre tentando!



A Minha Conciência é NEGRA

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

#vivemosdecorinthians

Pra que estrela na camisa? Vivemos do Corinthians e sempre vamos viver do Corinthians! Nossa até arrepiou quando assisti pela primeira vez. Se você realmente ama o Corinthians, também vai curti!


Orgulho de ser corintiano

A folha sempre faz uns videos muito bons, esse último foi sobre o titúlo do Corinthians. Não tem como explicar a alegria de ver o Corinthians ser campeão no Pacaembu, queria ter ido no jogo, mas ano que vem tem Libertadores, vai ser complicado, mas nada é impossível pra um time que tem uma torcida como essa...VAI CORINTHIANS


quinta-feira, 14 de julho de 2011

Mos Def no showcase do Kanye West/G.O.O.D Music, no festival SXSW!

Esse negão é zica hem, depois do show dele no sesc sto. andré, não duvido de mais nada.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Negão 4p - Coração de Papel

Ainda não tem videoclipe, em breve vamos começar a gravar, mas como gravei recentemente essa música, resolvi colocar no youtube, pra quem quiser escutar, queria saber o que vocês acharam do som? Faz tempo que escrevi essa letra, mas até hoje quando escuto, ela toca no meu coração. A base é uma música do Norman Brown, que agora não me lembro o nome, mas assim que tiver eu coloco aqui. Bem é isso esperem que gostem, e logo mais vai ter mais música pra vocês.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Assista “Pretin”, o primeiro videoclipe de Flora Matos!!!


Ainda não tive oportunidade de colar em um show da Flora, mas todo dia pelo menos tenho que escutar um som dessa mina, ela rima de mais, tem uma sensibilidade com letra e beat, é talentosa, bonita, e merece os parabéns pelo novo trampo dela, o video clipe está super bonito, colorido, e é legal ver coreografia em clipe de rap, sinto falta de gente dançando nos clipes hoje em dia. Curte ai o novo clipe dela:





Video Clipe “Pretin”
Produção: Porqueeu Filmes
Direção: Gabriel Braga e Luis Rodrigues “A.S.M.A.”
Diretor de Fotografia: Lula Maluf
Produtor: Diogo Pinaffi

Produção Executiva: Nicole Balestro
Assistente de Produção: Aline Martinez
Produção de Moda: Luana Korossy
Maquiagem: Vanessa Barone
Coreografia: Aline Maia
Dançarinos: Aline Maia, Ana P, Fernanda Fiuza, Leanro Barbosa, Luciana Bauer, Thiago Leite, Thiago Vianna

Mano Brown lanca tênis em parceria com a Nike

Quem diria hem?
Até o Brown tá ligado que o caminho é esse, não tem jeito, isso não é se vender, mas ele tá ligado que pra parada crescer, evoluir, precisa do capital. Engraçado é que agora as mesmas pessoas que meteram o pau na matéria da revista época, elogiam o Brown pela parceria com a Nike.
Eu particularmente, achei o tênis feio, não compraria, mas vai as fotos e tirem suas conclusões:





O que acharam do tênis??

segunda-feira, 18 de abril de 2011

EMICIDA NO COACHELLA

Li algumas coisas de como foi o show do Emicida no Coachella. Por causa da treta com o visto americano, ele acabou chegando no dia do show em Los Angeles, e acabou se atrasando. O Show dele estava marcado pras 15h, e por causa do atraso ele acabou fazendo o último show do primeiro dia de festival. Somente 25 pessoas assistiram o show dele, dessas 25, 23 era brasileiras.


Foto: Popload
Bem, mesmo com todas essas tretas, tenho certeza que ele está super orgulhoso de ter representado o Brasil e o rap brasileiro nesse festival. Não importa o número de pessoas que viram o show, não importa em que horário foi o show, o que importa é que tinha um de NOIS lá representando o rap brasileiro.
Quero deixar meus parabéns pra um mano, que tive poucas oportunidades de tocar idéia, mas sempre que encontro ele, dá vontade de dar um abraço e dizer: é nóis !!!

CHEGA DE PENSAR ASSIM

Todos sabemos o quanto foi complicado pro rap nacional, conseguir o espaço que tem hoje. Foram muitos shows cancelados, brigas, guerras com latinhas de cerveja, espaços perdidos por causa de pixadores, e etc.
A culpa sempre foi do próprio público que não sabe curtir um show, falta educação, falta cultura, falta respeito e falta principalmente falta amor pelo rap.
Recentemente saiu uma matéria da revista Época (para ler a matéria clique aqui) afirmando que o rap está pop. Eu vi muitos comentários de quem curte rap, criticando a matéria, comentários como esses:


não ensino a dar flor a quem te ataca de bazuca 
ai multinacaional não adianta insistir, seu dollar não tranforma facção em KELIKI 
é rapaziada agora vamos ver quem são os verdadeiros, so quero ver quem vai querer ser pop kkk 
na moral se daqui a 10 anos o rap virar essa palhaçada vou mudar de estilo, meu o cara quer falar de amor compra cd´s do belo, e essas borcarias ai 
o verdadeiro rap continua vivo
ou
a nova geração pode vira pop porque eles esta no rap por direiro não por amor ja a rapazidoa que ama o rap de verdade ta por amor não por dinheiro esse é o verdadeiro rap da velha escola rap com consciencia e esse é o rap que eu amo e nunca vai se vender por grana nenhuma e nem pela fama da merda da tv


Pensamentos como esses é que fazem com que as portas pro rap nacional se fechem, mas Deus é bom e de ano em ano surge um Projota, um Emicida, uma Flora Matos, um Ricon, que fazem com que as portas fechadas, fossem abertas novamente.
Prefiro não ficar discutindo com essas pessoas, prefiro apreciar a boa música, bem produzida, bem pensada, por quem ama o rap e sabe que tem espaço pra todo mundo, como diz o Projota: o rap é grande de mais, agente sabe.
Pra quem não concorda comigo, escuta o som do Projota que te tudo a ver com esse assunto:









segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

AFRO-DESCENDENTE, COM ORGULHO! Nei Lopes

Eu tava organizando meus textos aqui e acabei encontrando esse texto do Nei que gosto muito e gostaria de compartilhar com quem tiver um tempinho de ler, é muito bom!



Escrevemos este texto sob o impacto, profundamente negativo, do artigo “Visita à ‘terra dos negros” publicado nesta página, no último dia 24 de julho. E o fazemos para demonstrar, em poucas linhas, que, se o indivíduo afro-brasileiro e o brasileiro em geral conhecesse um pouquinho de História da África e da afro-descendência, no Brasil e no mundo, ninguém se surpreenderia ou horrorizaria ao visitar a África de hoje, notadamente aquela parte do continente mais atingida pelo genocídio iniciado com a chegada dos europeus no século 15.

Quem se dispuser a conhecer um pouco dessa tragédia saberá que a mesma Humanidade que, hoje, justificadamente se extasia diante de um Michelangelo também há de se tocar com a beleza naturalista dos bronzes de Ifé e Benin, obras de autores africanos cujos nomes, infelizmente a História não registrou – talvez como recurso para atribuir a extrema beleza dessas obras a artistas europeus, como já se tentou fazer sem sucesso. Como compreenderá também, por mero exemplo, a grandeza artística dos negro spirituals, canções que, segundo a melhor musicologia, produzem seu indescritível efeito pelo emprego de uma escala ( pentatônica) completamente diversa das convencionais seqüências de tons maiores e menores da música ocidental, e desconhecida na Europa até pelo menos o século 19.

Da mesma forma, quem, em busca de conhecimento, for além do que hoje, no Brasil, oferecem as universidades e as listas de best-sellers, vai saber que, bem antes de Alexandre, no século 15 AC, o negro Tutmés III, príncipe núbio (filho bastardo que Tutmés II levou para a corte faraônica), quando no poder, estendeu seus domínios até a Ásia, inaugurando a era do imperialismo egípcio. Com ele, o Estado egípcio atingiu o maior momento de sua expansão territorial, subjugando povos e reinos até a Mesopotâmia, chegando, mesmo, à Europa mediterrânea. Assim, até as vésperas de sua morte, todos os reinos das margens do Eufrates à quarta catarata do Nilo, eram seus tributários. Cerca de 700 anos após esse Tutmés, uma dinastia de reis núbios, negros portanto, tomou o Egito, governando-o por cerca de 90 anos. Esse período inicia-se com o faraó Piye-Piankhi, o qual, liderando uma revolução nas artes de na cultura e, após unir as civilizações do Vale do Nilo, restaurou templos e monumentos, transferindo a capital de Tebas para Napata, no atual Sudão. Noutra dimensão histórica e geográfica, vamos ver que, antes de Cristóvão Colombo, Abubakar II, imperador do Mali, adentrou o Atlântico com cerca de duzentas embarcações de pesca e chegou ao México atual, por volta de 1312.

Na mesma medida, é preciso mostrar que a Ciência que pauta seu saber pelos ensinamentos de Platão, discípulo do egípcio Chonoupis; de Sócrates, que estudou na cidade egípcia de Busíris; e de Aristóteles ( “os que são excessivamente negros são covardes e isso se aplica aos egípcios e etíopes”, disse ele) ou mesmo pelos ensinamentos do Eclesiastes bíblico, igualmente inspirado na filosofia kemética (do antigo Egito); essa Ciência talvez também pudesse guiar-se, acaso a conhecesse, pela visão de mundo contida no conjunto de muitos milhares de parábolas enfeixadas no corpo de ensinamentos do oráculo iorubano de Ifá. E mais: os que ainda acreditam que Hipócrates foi o “pai da medicina” certamente nunca ouviram falar no egípcio Imhotep. Como os admiradores de Napoleão seguramente nunca souberam do zulu Chaka, o comandante africano mais temido pelo imperialismo europeu no século 19, por força das inovações, estratégias e armamentos que criou, até sua morte em 1828. Da mesma forma que até mesmo os cristãos mais esclarecidos certamente não sabem que o orixá Ogum é venerado, na África e nas Américas, por ser a divindade da tecnologia (que ensinou os homens a domarem o ferro), dos negócios militares, do trabalho e, conseqüentemente, da prosperidade e da saúde.

Finalizando este texto, sob a inspiração de W.E.B. Dubois, André Rebouças, Abdias do Nascimento, Milton Santos, e outros não menos, perguntamos: o que seria da música popular que se consome hoje em escala planetária se não fosse a arte musical criada pelos afro-descendentes nos Estados Unidos, no Caribe e no Brasil?

É por tudo isso que não nos consideramos “brasileiro negro” nem “negro brasileiro”. Somos, sim, com muito orgulho da ancestralidade que cultuamos, um afro-descendente, integrante de uma maioria etnocultural num país em que, por razões que muita gente esclarecida ignora ou finge ignorar, uma parcela minoritária da população detém o poder político e econômico e manipula o conhecimento, desde sempre. E a essa minoria é mais conveniente ensinar aos jovens, nas escolas, que a proposta de se estudar a África, “terra dos negros”, é uma “declaração de ignorância”.